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Coren-BA participa da reabertura de exposição sobre afrodescendência na Enfermagem


05.05.2026

O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) esteve presente, nesta segunda-feira (04), na reabertura da exposição sobre a influência da afrodescendência na Enfermagem brasileira, realizada no Museu Nacional de Enfermagem (MuNEAN). Participaram do momento o presidente do Coren-BA, Davi Apóstolo, o vice-presidente Júlio Cezar, o presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri, o coordenador do MuNEAN, Claudio Porto e o assessor do Exercício Profissional do Coren-BA, Davi Reis. A iniciativa reforça o compromisso institucional com a valorização da história e da identidade da profissão.

A exposição propõe um resgate histórico e cultural da contribuição de homens e mulheres negros para a consolidação da Enfermagem no Brasil, evidenciando trajetórias marcadas por conhecimento técnico, dedicação e resistência. O acervo reúne elementos que preservam a memória e destacam o protagonismo desses profissionais na construção das práticas de cuidado ao longo do tempo, fortalecendo o reconhecimento de suas contribuições para a saúde no país.
Durante o evento, o presidente do Coren-BA, Davi Apóstolo, destacou a importância do espaço para uma categoria formada, em sua maioria, por mulheres negras. “Somos uma categoria majoritariamente composta por mulheres negras, que ainda enfrentam preconceito, desvalorização e desigualdades sociais. É preciso romper com esse cenário e garantir respeito e reconhecimento para a Enfermagem”, afirmou. Ele também ressaltou a necessidade de mobilização diante de situações de violência no exercício profissional. “A agressão contra profissionais de Enfermagem não pode ser naturalizada. Precisamos nos posicionar e defender nossa categoria todos os dias”, completou.

Já o presidente do Cofen, Manoel Neri, ressaltou que valorizar a influência da afrodescendência na Enfermagem é reconhecer uma história que sustenta a base do cuidado no Brasil. “A Enfermagem nasceu como uma profissão majoritariamente composta por mulheres brancas. Hoje, com base em dados oficiais da Pesquisa Perfil da Enfermagem no Brasil, realizada em 2014, a realidade é outra: 56% dos profissionais de Enfermagem no país são negros e negras. Além disso, cerca de 5% são indígenas. Isso demonstra que a Enfermagem é expressão da pluralidade que compõe o povo brasileiro”, afirmou.

O coordenador do MuNEAN, Claudio Porto, também destacou a relevância simbólica da reabertura da exposição, ressaltando seu papel na valorização da memória e na construção de uma narrativa mais representativa da profissão. “Esta mostra é um convite à reflexão sobre o protagonismo de homens e mulheres negros na construção do cuidado em saúde. Ao revisitar essas histórias, reafirmamos o compromisso com uma narrativa mais inclusiva e representativa da Enfermagem brasileira”, destacou.

Fonte: Ascom - Laura Vitória

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