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Índio Pataxó é o primeiro da Aldeia Corumbalzinho a graduar-se em enfermagem

Nesta quinta-feira, 19 de abril, data em que é celebrado o Dia do Índio, o enfermeiro participará do evento “Para Além do dia 19 de Abril – Memorar histórias, culturas e lutas indígenas”.

19.04.2018

Com o objetivo de ajudar a comunidade indígena onde nasceu, Rafael Ferreira Papa, 28 anos, conhecido também como Tapurumâ (jovem guerreiro), tornou-se o primeiro índio Pataxó graduado em enfermagem da Aldeia Corumbalzinho, localizada na região de Corumbau, interior de Prado, Bahia. A colação de grau, realizada em março deste ano, foi um marco na vida de Rafael que passou cinco anos afastado da aldeia de origem (composta por 85 famílias, totalizando 450 pessoas entre crianças, jovens, adultos e idosos) para cursar faculdade em Teixeira de Freitas.

No centro urbano, o convívio inicial não foi fácil para o índio que além de sofrer com o preconceito étnico, teve que enfrentar as diferenças socioculturais existentes entre aldeia e cidade. “Foi horrível morar numa casa fechada, estava acostumado com ambiente aberto, arejado e sem violência. Na cidade, desde que saímos da porta de casa até a faculdade corremos vários perigos, na aldeia não é assim”, contou.

Mesmo com todos os desafios, Rafael concluiu o curso pelo desejo de ajudar o próximo. Para ele, a enfermagem direcionada ao atendimento dos povos indígenas deve ser uma aliada da medicina tradicional da comunidade, respeitando-se cultura e costumes. Por isso, o enfermeiro percebe como positiva a atuação do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena que foi criado em 1999 e é composto pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas que se configuram em uma rede de serviços implantada nas terras indígenas para atender essa população, a partir de critérios geográficos, demográficos e culturais.

Coren-BA – Outro momento importante na vida do enfermeiro foi a emissão da carteira profissional no Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA). Ele contou que estava ansioso para possuir o documento que permite o ingresso legítimo no mercado de trabalho. “Fui bem recebido pela autarquia e vejo que a instituição tem um papel importante em nossa vida, pois as categorias de enfermagem precisam ser respeitadas e valorizadas profissionalmente”, comentou.

A graduação foi apenas o começo da vida acadêmica para Rafael. Ele já iniciou uma especialização em Saúde Indígena e pretende fazer outra especialização em Saúde da Família com ênfase em Saúde Pública e em Urgência e Emergência, tendo como meta a realização de mestrado.

Nesta quinta-feira, 19 de abril, data em que é celebrado o Dia do Índio, Rafael participará do evento “Para Além do dia 19 de Abril – Memorar histórias, culturas e lutas indígenas”. O enfermeiro vai falar sobre os desafios da saúde indígena e a criação da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) e as criações dos 34 Distritos Sanitaristas Indígenas. A palestra acontecerá no campus Paulo Freire, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e será transmitida ao vivo, a partir das 18h, através do link webconf2.rnp.br/sala05_cpf_ufsb.

 

 

 

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