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Representantes do Cofen, Coren-BA e Abenfo-Bahia discutem propostas para câmara técnica de atenção à saúde da mulher


26.08.2014

Conselheiras do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), enfermeiras fiscais, representantes da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo) da Bahia, da Câmara Técnica de Atenção a Saúde da Mulher do Coren-BA, da Comissão de Saúde da Mulher do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que esteve representada pela membro da comissão, Vera Cristina Bonazzi, e pela conselheira federal e também membro da comissão, Fátima Borges Sampaio, se reuniram nesta terça-feira (26), na sede do conselho, para oferecer apoio institucional à atuação das enfermeiras obstetras na perspectiva da Rede Cegonha na Bahia; discutir estratégias para levantamento do quantitativo de profissionais com essa especialização, registrados no Coren-BA; fortalecer a autonomia dos RTs – Responsáveis Técnicos e das enfermeiras atuantes na obstetrícia, além de estabelecer um programa da reunião de amanhã, 27 de agosto, com o Ministério Público do Estado da Bahia.

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Presidente do Coren-BA, Maria Luísa de Castro Almeida, e a conselheira federal, Fátima Sampaio.

Na oportunidade, a presidente da Abenfo – Bahia, enfermeira obstetra, membro da Câmara técnica de Atenção à Saúde da Mulher do Coren-BA, diretora da maternidade Tysila Balbino, Rita Calfa, falou sobre a dificuldade encontrada na atuação da enfermeira obstetra, que muitas vezes é impedida de oferecer assistência à paciente na sala de parto, por exemplo. Ela aproveitou para descortinar sobre a reformulação das câmaras técnicas pela autarquia, visando à adequação ao atual modelo assistencial e políticas/programas do Sistema Único de Saúde (SUS). Das 215 enfermeiras obstetras cadastradas no Coren-BA, a gestora considerou que ainda faltam médicos e enfermeiros obstetras para compor equipes no estado. “Precisamos fortalecer a enfermagem obstétrica dentro das instituições de saúde. Temos de fazer muita coisa para melhorar este quadro”, finalizou.

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A gestora do Coren-BA, Maria Luísa de Castro Almeida, defendeu a câmara técnica como uma iniciativa legítima para o acompanhamento da Rede Cegonha em vários espaços. “Quando assumimos a gestão, tivemos uma audiência pública com o então secretário estadual de saúde, Jorge Solla, para tratarmos das diretrizes para fortalecimento do SUS. A presidente lembrou que durante o encontro houve participação de assessores e coordenadores da linha de frente, a exemplo de Manoel Henrique, coordenador da região metropolitana da Rede Cegonha, que apresentou o programa da Rede intensificando e estreitando a relação com o Coren-BA, no sentido de ampliar as políticas de atenção à mulher.

Com a temática Câmara técnica, grupo de trabalho, comissão da saúde da mulher dos Conselhos Regionais de Enfermagem: desafios e perspectivas, Vera Bonazzi, abriu o debate destacando as portarias que designam profissionais para compor a Câmara Técnica e resoluções do Cofen para a enfermagem obstétrica, a exemplo da de nº 358 de 2009, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a implementação do processo de enfermagem em ambientes, públicos ou privados, em que ocorra o cuidado profissional da enfermagem, revelando a condição de muitos profissionais não se basearem, somente nas bases científica/empírica, mas na necessidade deles exercerem o cuidado de forma sistematizada. A conselheira federal, Fátima Sampaio, completou a apresentação dizendo que a Bahia foi o segundo estado a implantar a SAE.” Todo profissional é preparado para fazer SAE, mas na prática, existe fragilidade no planejamento da assistência por parte de muitos profissionais”, concluiu.

A coordenadora de fiscalização da capital do Coren-BA, enfermeira Sandra de Cássia Santos, salientou que a sistematização da assistência ainda é uma questão burocrática a ser enfrentada. “O que presenciamos em muitas unidades de saúde é o enfermeiro, sentado à mesa, de frente ao computador, preenchendo relatório de SAE. O enfermeiro precisa assistir ao paciente de perto para realizar a sistematização com eficiência. A sistematização é um fazer da enfermagem”, defendeu. A conselheira do Coren-BA, Nair Fabio da Silva, acredita que para a eficácia da SAE nas unidades de saúde, é necessário ter um amplo quantitativo de profissionais, para melhor assistir à paciente, e critério aprimorado para saber fazer a sistematização.

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